pra sentir viva

pra me sentir viva eu experimento eu faço eu traço eu danço eu invento pra me sentir viva eu saio do lugar eu questiono eu pergunto eu encaro. – eu parei de contar o tempo. pra me sentir viva eu me fiz prioridade eu abracei as incertezas quebrei meu casio peguei na mão todas as…

a loucura continua

a loucura continua depois do sono que eu sonho depois da manhã que eu desperto continua a loucura continua em cada cantinho meu em cada extremidade do corpo por todos os lábios continua no gosto da boca no cheiro da pele no sorriso no disfarce no toque na prece aí eu me iludo me alimento…

eu só falo com quem gosta de mim

a partir de hoje eu só falo com quem gosta de mim eu só escrevo para quem quiser ler e só converso com quem quiser me ouvir sem essa de perder meu tempo com quem não tem nada a dizer não mais trocar ofensa com gente estranha que fala sem escutar e repete sem entender…

DORES QUE VIRAM POEMA

Eu comecei a me perceber mais e perceber mais minhas relações. Observar comportamentos de maneira menos superficial e a expandir a minha percepção dos motivos pelos quais as coisas acontecem, porque alguém se comporta de determinada forma comigo, e porque eu deixo me tratarem de tal maneira. Nesse processo surgiram muitas questões que ainda vão…

eu não sei dançar mas eu danço

eu não sei dançar mas eu danço no canto da sala eu beijo no canto da boca eu não sei chorar mas eu choro na beira da cama eu rio às margens do mundo eu não sei escrever mas eu escrevo na pele eu não sei contar histórias mas eu conto na roda de amigos…

s e l v a g e m

você não cabe no meu mundo selvagem demais livre demais porque eu choro demais e penso demais você não mora aqui a água é salgada demais a pele é negra, o corpo é quente aqui dentro faz calor demais e eu sou selvagem demais sou instante inconstante perdida demais não tenho tempo de ser contida…

sobre o que eu deixei para trás

destroços coisas partidas sem dono vestígios de algo que um dia existiu convívio que já fez sentido pra nós restos dos meus sentimentos, amontoados à beira da imensidão ruínas que nao suportaram o peso de sentir uma idealização inconclusa ou uma decisão sóbria – existe um elo entre abandonar para sobreviver foto: Lunna Ramos –…