Sonho

Adormeci dentro de ti

Onde cabem duas pessoas

Mas toda vez que insisto em ficar

Encontro um vazio

E uma razão pra voltar

Estou sentindo saudades de mim

Não quero mais dormir sozinho

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Auto biografia

Não pense que sou superfície

Sou de Lua

Sou silêncio e gritaria

Do mar calmo e revolto

Sou movimento e quietude

Constantemente insatisfeita

Em busca do mito da felicidade

Sou pensamento que não compartilho

Não confio e não me dôo

Tsunami de calor

Sou sol de rachar no verão

Instabilidade e depressão

Se achou meu ego grande é porque ainda não viu o tamanho da minha

B

U

N

D

A

Swimming in your deep darkness

Darling,

I’m like the moon and you are the darkness around me.

I let you embrace myself

Cold and silent

I am asking for peace

And Im swimming in your deep

Deep endless soul

Confusing and agonizing

I say I feel like dancing

Unstable and realizing

Im swimming in your deep

Deep endless darkness

Controlling my dreams

To take you to the beach

To the ocean inside of me

Like Im the moon and you are the darkness around me.

Im tryina fall asleep

Suffocating

Im dying

Nota de auto conhecimento

Eu sempre retorno a este estado de espírito, instável e insegura.

A mudança repentina de “estou bem, eu vou conseguir sobreviver hoje” para “eu não sou capaz e nunca serei feliz” leva exatos 3 segundos.

Sinto-me como o mar, os pensamentos que me tomam são ressaca, e o gosto de água salgada na boca encontram o caminho do meu estômago formando uma angústia sem explicação.

Se estou bem, não tenho dúvidas de que em questão de tempos a ansiedade tomará conta de todas as energias em mim presentes.

Procuro olhar em volta e notar a existência de mundos inteiros além do meu. Focar em sobreviver a esta maré revolta, porque sei que a calmaria existe após a confusão.

Imagino vidas, crio histórias, sorrisos e olhares. Vivo aventuras em realidades diferentes, perdida dentro da própria mentalidade.

Perdidamente iludida, insatisfeita e infeliz.

Mas cegamente disposta a acreditar que todo amor dentro de mim é possível.

De dentro

Existe em mim uma força
de dentro pra fora
Uma dor que vem do fundo e demora
Uma angústia que não vai embora
E toma todo o meu ser

Existe em mim uma vontade
De não precisar mais viver esse dia
E deitar até os olhos fecharem
Involuntariamente

E existe em mim um desejo de paz
Que me encoraja a viver um dia a mais
Sem sentir que cada hora do dia
Que me faz sofrer
Me ensina um pouco mais da vida

Existe em mim uma guerra constante
Entre não saber e não querer
Pois existe em mim a ânsia de ter
Tudo o que eu não tenho
Só por ter
E preencher o vazio que hoje dá lugar para a dor que vem do fundo

Existe mim uma aversão de ser quem eu sou
E um querer em ser outra pessoa
Para preencher um vazio que não é meu
Que vem de dentro de outro alguém
Que não sou mais eu

SOBRE EGOÍSMO, AUTO ESTIMA E INDIVIDUALISMO

SOBRE EGOÍSMO, AUTO ESTIMA E INDIVIDUALISMO

Por que eu sou egoísta?

Atribuíram a palavra egoísmo um significado exagerado, pejorativo e não correspondente. Quando egoísmo nada mais é do que a preocupação com os nossos próprios interesses. Não existe nada de errado em priorizar suas conquistas individuais.

Eu me tornei uma pessoa melhor sendo egoísta. Passei a trabalhar melhor, a estudar mais e tirar notas melhores, sendo egoísta. Pois antes de conhecer a virtude do egoísmo, eu não era capaz de apreciar nada do que eu fazia, escrevia ou falava. Tudo estava ruim.

Hoje, antes de qualquer um eu vou dizer: “que lindo esse conto que eu escrevi”; “que bem feito esse trabalho que eu fiz”; “como meu cabelo ficou lindo!”.

Pois se eu não achasse bonito as coisas que eu faço, eu não faria.

O altruísmo artificial é pior do que o “egoísmo” natural. Afinal, quais as verdadeiras razões por traz daquele ato de “bondade”? Porque muitas vezes a sensação de bem estar para alguns é maior do que o bem feito.

O altruísmo faz com que ajudar os outros seja o príncipio do “ser do bem”, mesmo que em detrimento do sacrifício próprio. Assim, as pessoas pernacem em relacionamentos nos quais não querem estar, só porque “posso acabar magoando a outra pessoa.” Ou porque o outro é “muito bom comigo” e eu TENHO que retribuir. Ele faz com que a satisfação dos supostos interesses do outro seja mais importante que a satisfação do seu próprio interesse.

Você deve SIM se preocupar com os próprios interesses, ser o beneficiário dos seus próprios atos e viver com esse objetivo. Mas você não precisa necessariamente agir assim e deixar de zelar por aqueles que ama.

Se amar é dar valor, então somente um homem racionalmente egoísta, que valoriza a si mesmo, é capaz de valorizar alguém.

O amor e a amizade são valores profundamente pessoais e egoístas: o amor é uma expressão e asserção da autoestima, uma resposta aos valores pessoais em outra pessoa. Ganha-se uma felicidade profundamente pessoal, egoísta, pela mera existência da pessoa que se ama. É a própria felicidade pessoal e egoísta que se busca, ganha e colhe do amor. Um amor “abnegado”, “desinteressado” é uma contradição, em termos: significa que se é indiferente ao que se valoriza. A preocupação pelo bem-estar daqueles que se ama é uma parte racional dos interesses egoístas de alguém.” Ayn Rand.

O egoísta age sempre de acordo com a hierarquia das suas próprias vontades, e só assim pode ter decisões racionais.
Sendo assim, só um verdadeiro egoísta consegue praticar a auto-estima. E por que a auto-estima é valorizada e o egoísmo não? Se ela nada mais é do que a valorização que a pessoa tem de si própria?

Isso acontece porque vivemos em uma sociedade com mentalidade coletivista e não há nada pior do que a super valorização do coletivo. A lógica coletivista diz que devemos abrir mão da nossa individualidade em função de um “BEM COMUM”, “DA SOCIEDADE”, “INTERESSE PUBLICO”.

Pensem: O racismo é a forma mais baixa e mais cruelmente primitiva de coletivismo. O machismo (a idéia de que todas as mulheres são iguais — fracas, interesseiras, inferiores, objetos) é coletivista. O fascismo é coletivista. Nesses três casos não existe análise do indivíduo, só desprezo por um determinado grupo. O coletivismo ignora todas as características do individuo para encaixá-lo em um grupo e rotulá-los do que mais for conveniente.

O coletivismo sustenta que o indivíduo não tem direitos e opiniões próprias, que sua vida e trabalho pertencem ao grupo (à “sociedade”, ao Estado, à nação). Que o homem não possui significância fora de seu grupo. Isso significa abrir mão daquilo que te faz ser VOCÊ para que um grupo de pessoas passem a falar em seu nome e impor suas vontades.

O egoísta sempre se responsabiliza pelos seus feitos. Sejam eles bons ou ruins. Se ele fracassar, ele vai se responsabilizar e assumir que a culpa é inteiramente dele. Já o coletivista vai SEMPRE responsabilizar o meio em que vive e aqueles próximos a ele pelos seus fracassos.

O egoísta acredita que o homem deve viver para o seu próprio proveito. Não se sacrificando pelos outros, nem sacrificando os outros para si. “Viver para o seu próprio proveito significa que o propósito moral mais alto do ser humano é a realização da sua própria felicidade”.

Por isso eu sou egoísta.

Contramão

Sinto como se cada passo e cada atitude,
e cada gesto contrário, e cada palavra dita por mim,
encontra-se na contramão de um caminho estreito.

E toda angústia em meu peito transborda,
e toda dúvida em meu corpo me cala,
e toda dor, canaliza e corrói,
e todo medo destrói.

E minha mente desgraça a alma,
como se – destinada a falhar,
me diz,
que não há nada que eu faça
eu nunca serei,
e nunca jamais serei,
e de modo algum
em momento nenhum serei
feliz