Inverno

Observei a coruja no muro inacabado
E fui observada
Secretamente em silêncio eu gostava
De ser vigiada
E me pergunto se a coruja estava lá o tempo inteiro, e eu não vi
E como tudo e todos nós
Estamos suspensos por motivos que nos foram dados como outorga
Sentimentos que não ousamos sentir
Assim como subitamente a coruja desapareceu
Supostamente me esqueci
Já não lembrava da coruja como no momento em que a vi
Esquentei as pontas dos dedos na xícara de café
Suspeitei,
Não havia coruja
As coisas são o que são quando não queremos ver
E sutilmente somem, ou deixam de ser.

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