Noite

O tic-tac do relógio indica o tempo perdido entre um cochilo aqui e outro lá. Os dias seguem se arrastando minuciosamente. Não vou a lugar nenhum. Metade do ano se passou, e ainda estou deitada. Perdida e afundada no colchão. Passei a viver de lembranças, sonhando com viagens que nunca farei e diálogos que nunca direi. Murmurando amores perdidos que só me foram necessários para aprender a ser só.
Observo a lua, ali sozinha na noite nua e iluminada. As vezes tenho a impressão de que ela me acompanha. Mas estou parada. Assisto ao julgamento no qual sou juiz e réu. Mas me encontro em juízo final, pois já é dia.
Vedo meus olhos e viajo ao desconhecido, erroneamente me encontro sempre no mesmo lugar: na cama.

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