Por que vivo?

“Por que vives?”

Amanheceu, fez-se de repente dia
Iniciou-se um ciclo de novas vidas
Novos pesares, novos amores
Mas as dores,
Elas continuam as mesmas

“Por que vives?”

As ideias mal desenvolvidas
Formam-se diante de mim
Vestígios de alguém que um dia fui
Um rosto do avesso
Uma alma mutilada
Ainda procurando a resposta para tal pergunta

Por que vivo?

Pretendo achá-la perdida em um canto qualquer
No fundo de alguma gaveta
Junto com todas as respostas de que preciso
E já respondo

Enquanto isso,
mudo a cada instante
enquanto observo o dia passar despercebido diante de mim
E aprendo
Ouço a manhã chegar
E o entardecer ceder a noite adentro

Por que vivo?

Perdoe-me, o que queres?
Não tenho respostas
Eu sou de lua
Transcrevo meu caos em palavras minguantes
Pois quando me dedico a escrever, assim o faço
E me empenho

Por isso vivo.

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