O Primeiro amor nunca se esquece

Creio que estou vivendo meus últimos dias. Ousaria em dizer que tenho certeza que estou nos meus últimos dias. Não seria possível sobreviver a tamanha dor, ainda mais depois de lutar contra os sintomas por tanto tempo. Meu corpo não irá suportar. Estou doente, fraco, fastiado. Só de pensar nela já me dá uma gastura. E ninguém sabe me dizer exatamente onde está o problema. Ora pois, o problema está nela. Contudo, a dor é o de menos, aprendi a me acostumar. O problema é se eu sobreviver a ela, ou melhor, a falta dela. Não terei outra escolha. Ousaram diminuir minha dor, dizer que não estou doente coisa alguma. Eu então lhe pergunto, se essa dor constante, essa malemolência, essa aflição e falta de apetite, se não são sintomas de algo gravíssimo. Eu devo falecendo gradativamente.
“São sintomas de amor, mãe.”, eu disse.
“Pois deixe de ser besta moleque, que ninguém morre de amor aos 10 anos!”

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