SOBRE EGOÍSMO, AUTO ESTIMA E INDIVIDUALISMO

Por que eu sou egoísta?

Atribuíram a palavra egoísmo um significado exagerado, pejorativo e não correspondente. Quando egoísmo nada mais é do que a preocupação com os nossos próprios interesses. Não existe nada de errado em priorizar suas conquistas individuais.

Eu me tornei uma pessoa melhor sendo egoísta. Passei a trabalhar melhor, a estudar mais e tirar notas melhores, sendo egoísta. Pois antes de conhecer a virtude do egoísmo, eu não era capaz de apreciar nada do que eu fazia, escrevia ou falava. Tudo estava ruim.

Hoje, antes de qualquer um eu vou dizer: “que lindo esse conto que eu escrevi”; “que bem feito esse trabalho que eu fiz”; “como meu cabelo ficou lindo!”.

Pois se eu não achasse bonito as coisas que eu faço, eu não faria.

O altruísmo artificial é pior do que o “egoísmo” natural. Afinal, quais as verdadeiras razões por traz daquele ato de “bondade”? Porque muitas vezes a sensação de bem estar para alguns é maior do que o bem feito.

O altruísmo faz com que ajudar os outros seja o príncipio do “ser do bem”, mesmo que em detrimento do sacrifício próprio. Assim, as pessoas pernacem em relacionamentos nos quais não querem estar, só porque “posso acabar magoando a outra pessoa.” Ou porque o outro é “muito bom comigo” e eu TENHO que retribuir. Ele faz com que a satisfação dos supostos interesses do outro seja mais importante que a satisfação do seu próprio interesse.

Você deve SIM se preocupar com os próprios interesses, ser o beneficiário dos seus próprios atos e viver com esse objetivo. Mas você não precisa necessariamente agir assim e deixar de zelar por aqueles que ama.

Se amar é dar valor, então somente um homem racionalmente egoísta, que valoriza a si mesmo, é capaz de valorizar alguém.

O amor e a amizade são valores profundamente pessoais e egoístas: o amor é uma expressão e asserção da autoestima, uma resposta aos valores pessoais em outra pessoa. Ganha-se uma felicidade profundamente pessoal, egoísta, pela mera existência da pessoa que se ama. É a própria felicidade pessoal e egoísta que se busca, ganha e colhe do amor. Um amor “abnegado”, “desinteressado” é uma contradição, em termos: significa que se é indiferente ao que se valoriza. A preocupação pelo bem-estar daqueles que se ama é uma parte racional dos interesses egoístas de alguém.” Ayn Rand.

O egoísta age sempre de acordo com a hierarquia das suas próprias vontades, e só assim pode ter decisões racionais.
Sendo assim, só um verdadeiro egoísta consegue praticar a auto-estima. E por que a auto-estima é valorizada e o egoísmo não? Se ela nada mais é do que a valorização que a pessoa tem de si própria?

Isso acontece porque vivemos em uma sociedade com mentalidade coletivista e não há nada pior do que a super valorização do coletivo. A lógica coletivista diz que devemos abrir mão da nossa individualidade em função de um “BEM COMUM”, “DA SOCIEDADE”, “INTERESSE PUBLICO”.

Pensem: O racismo é a forma mais baixa e mais cruelmente primitiva de coletivismo. O machismo (a idéia de que todas as mulheres são iguais — fracas, interesseiras, inferiores, objetos) é coletivista. O fascismo é coletivista. Nesses três casos não existe análise do indivíduo, só desprezo por um determinado grupo. O coletivismo ignora todas as características do individuo para encaixá-lo em um grupo e rotulá-los do que mais for conveniente.

O coletivismo sustenta que o indivíduo não tem direitos e opiniões próprias, que sua vida e trabalho pertencem ao grupo (à “sociedade”, ao Estado, à nação). Que o homem não possui significância fora de seu grupo. Isso significa abrir mão daquilo que te faz ser VOCÊ para que um grupo de pessoas passem a falar em seu nome e impor suas vontades.

O egoísta sempre se responsabiliza pelos seus feitos. Sejam eles bons ou ruins. Se ele fracassar, ele vai se responsabilizar e assumir que a culpa é inteiramente dele. Já o coletivista vai SEMPRE responsabilizar o meio em que vive e aqueles próximos a ele pelos seus fracassos.

O egoísta acredita que o homem deve viver para o seu próprio proveito. Não se sacrificando pelos outros, nem sacrificando os outros para si. “Viver para o seu próprio proveito significa que o propósito moral mais alto do ser humano é a realização da sua própria felicidade”.

Por isso eu sou egoísta.
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