Auto biografia

Não pense que sou superfície
Sou de Lua
Sou silêncio e gritaria
Do mar calmo e revolto
Sou movimento e quietude
Constantemente insatisfeita
Em busca de um bem-estar

Sou pensamento que não compartilho
Não confio e não me dôo
Tsunami de calor
Sou sol de rachar no verão
Instabilidade e depressão
Se achou meu ego grande é porque ainda não viu o tamanho da minha
B
U
N
D
A

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Swimming in your deep darkness

Darling,
I’m like the moon and you are the darkness around me.
I let you embrace myself
Cold and silent

I am asking for peace
And Im swimming in your deep
Deep endless soul

Confusing and agonizing
I say I feel like dancing
Unstable and realizing

Im swimming in your deep
Deep endless darkness
Controlling my dreams
To take you to the beach
To the ocean inside of me

Like Im the moon
and you are the darkness around me.
Im tryina fall asleep
Suffocating
Im dying

De dentro

Existe em mim uma força
de dentro pra fora
Uma dor que vem do fundo e demora
Uma angústia que não vai embora
E toma todo o meu ser

Existe em mim uma vontade
De não precisar mais viver esse dia
E deitar até os olhos fecharem
Involuntariamente

E existe em mim um desejo de paz
Que me encoraja a viver um dia a mais
Sem sentir que cada hora do dia
Que me faz sofrer
Me ensina um pouco mais da vida

Existe em mim uma guerra constante
Entre não saber e não querer
Pois existe em mim a ânsia de ter
Tudo o que eu não tenho
Só por ter
E preencher o vazio que hoje dá lugar para a dor que vem do fundo

Existe mim uma aversão de ser quem eu sou
E um querer em ser outra pessoa
Para preencher um vazio que não é meu
Que vem de dentro de outro alguém
Que não sou mais eu

Contramão

Sinto como se cada passo e cada atitude,
e cada gesto contrário, e cada palavra dita por mim,
encontra-se na contramão de um caminho estreito.

E toda angústia em meu peito transborda,
e toda dúvida em meu corpo me cala,
e toda dor, canaliza e corrói,
e todo medo destrói.

E minha mente desgraça a alma,
como se – destinada a falhar,
me diz,
que não há nada que eu faça
eu nunca serei,
e nunca jamais serei,
e de modo algum
em momento nenhum serei
feliz

A Metade de Mim

 

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A minha metade não é minha
É outra metade além da minha
A minha metade é a outra metade de alguém

Uma das duas partes iguais de um todo
Que sou eu
E cada uma das duas partes iguais, em que se divide um todo
Que é meu
Eu desejo ser por inteiro
Totalmente, integralmente
Eu

E ainda que não se viva por inteiro
Mesmo que sua metade seja inteira
É para se completar que se vive

E nada me completa –
Nem mesmo a extensão de mim
Do meu semi ser
Nem a metade vazia
Completamente só
Do alvorecer –
Completará-me um dia
Mais do que eu

Cena II

i
estaçao de trem
malas cheias e mentes vazias
mil corações partidos
conectados
idas e vindas singulares
compartilhadas na rede
social-media
fazendo uma média entre
destinos distintos
em meio-dia

ii
o desejo é extemporâneo
e extra terrestre
o maquinista ansiava
a jovem esperava
o rapaz partia
a dor invadia
e uma mensagem de texto dizia
– fica

Cena

encaro em teus olhos
vermelhos, embreagados, desabrigados
um oceano de possibilidades
um amontoado de tristeza
na luz dos teus olhos
profundamente perdidos nos meus
distantes porém tão próximos
meu rosto do teu
observamos uma quietude absurda –
mente na escuridão absoluta
escravizamos os seres
 sufocamos os dizeres
muda