Take a few steps back

Everyday I feel like I’m trying to make sense of something which doesn’t have a sense at all to begin with. All this feels strange and untruth, and the uncertainty often brings me an agonizing desperation. Then I start remembering some chapters from the past, I remember how good some things have felt, and how bad they look to me right now. I realize somehow how hard it is to tell how things affect you at the moment and how they seems like a blurry photograph when you look too close at them. And as hard as it may seem, sometimes we just have to take a few steps back, take distance to see things more clearly. I know there are certain things that at the moment we think that’s all we want and need, because it is all we can see from that distance. It is what’s in front of us, so close it’s blocking our view and we can’t see what’s around.

I took a few steps back and I could see there was much more than what my eyes were seeing. There was another way, there was a whole picture, clearly, not blurry, but a high definition preview of all the options I still have on the way. As much as at the time I felt like I was only going backwards and being left behind, I see the importance of those steps backs now. I don’t have the answers to most of life’s questions either. And I know the sea may often look as if it were nothing but a vast, endless pool of emptiness and it gets darker and deeper. When that happens, just take a few steps back, and chill out. I know you might be anxious to know if you’re going to achieve your dreams at all. And that you may be tired of everything everyday. Like we’re swimming in circles and fighting exhaustion but we’re looking for this voice saying “keep going.” There’s pain and fear almost everywhere, it’s just part of the thrill. Just take time to listen, sometimes instead of saying “keep going” the voice is saying “slow down”.

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Feeling myself

 

You think I feel things too much, that I am intense and overreacting. You think I fall in love too quickly and that I want everything to be fast, at the time I want, or not at all. You think I let myself be influenced by other people too easily and that is why I am always unsatisfied. You think it would be better if I feel less, desire less, keep my heart sedated so I can hurt less. And save my energy to other things but fragile emotions.

But I must say with all my sentimental heart that I already know what is like to feel nothing at all. That I spent part of my life hurting myself, desperately wanting to feel something, anything, including pain.

I must say that when I want things fast it is because I know what it is like not to hurry any decision. And let life pass by with a catalog of options and not wanting any of them, cause nothing would actually make any difference. I must say that I hold on to any kind of emotion I have because I want to feel all the physical reactions of each part of my body. I must say I let myself be influenced because I want to experience all the different things in my way. I want to try the new and be able to tell what is good and what is bad for me. I must say I am always unsatisfied because I want to know what else I can do, where else I can be. I want to taste new things and smell new things and feel new winds.

I used to wake up and feel nothing, and go to school and feel nothing, and fight people and feel nothing, and kiss people and still feel nothing. I remember waking up and thinking: “Do I have to live another day, again? For what purpose? There is nothing out there for me.” I wanted something. I took a spoon and burned it on the stove. And slowly I was approaching to my skin, and I was feeling the warm and it was getting warmer, it was so hot, it was burning the inside of my thighs and I thought: “This is something“.

And today I don’t need to burn my body to feel anything. Because I feel everything too much. All at the same time, and sometimes I wish it could stop it, because there is this war inside of me that I don’t know how to deal with it. But it is that war that makes me who I am, since I started to feel. Everyday I think: “Well, this is something.”

Nota de auto conhecimento

Eu sempre retorno a este estado de espírito, instável e insegura.

A mudança repentina de “estou bem, eu vou conseguir sobreviver hoje” para “eu não sou capaz e nunca serei feliz” leva exatos 3 segundos.

Sinto-me como o mar, os pensamentos que me tomam são ressaca, e o gosto de água salgada na boca encontram o caminho do meu estômago formando uma angústia sem explicação.

Se estou bem, não tenho dúvidas de que em questão de tempos a ansiedade tomará conta de todas as energias em mim presentes.

Procuro olhar em volta e notar a existência de mundos inteiros além do meu. Focar em sobreviver a esta maré revolta, porque sei que a calmaria existe após a confusão.

Imagino vidas, crio histórias, sorrisos e olhares. Vivo aventuras em realidades diferentes, perdida dentro da própria mentalidade.

Perdidamente iludida, insatisfeita e infeliz.

Mas cegamente disposta a acreditar que todo amor dentro de mim é possível.

SOBRE EGOÍSMO, AUTO ESTIMA E INDIVIDUALISMO

Por que eu sou egoísta?

Atribuíram a palavra egoísmo um significado exagerado, pejorativo e não correspondente. Quando egoísmo nada mais é do que a preocupação com os nossos próprios interesses. Não existe nada de errado em priorizar suas conquistas individuais.

Eu me tornei uma pessoa melhor sendo egoísta. Passei a trabalhar melhor, a estudar mais e tirar notas melhores, sendo egoísta. Pois antes de conhecer a virtude do egoísmo, eu não era capaz de apreciar nada do que eu fazia, escrevia ou falava. Tudo estava ruim.

Hoje, antes de qualquer um eu vou dizer: “que lindo esse conto que eu escrevi”; “que bem feito esse trabalho que eu fiz”; “como meu cabelo ficou lindo!”.

Pois se eu não achasse bonito as coisas que eu faço, eu não faria.

O altruísmo artificial é pior do que o “egoísmo” natural. Afinal, quais as verdadeiras razões por traz daquele ato de “bondade”? Porque muitas vezes a sensação de bem estar para alguns é maior do que o bem feito.

O altruísmo faz com que ajudar os outros seja o príncipio do “ser do bem”, mesmo que em detrimento do sacrifício próprio. Assim, as pessoas pernacem em relacionamentos nos quais não querem estar, só porque “posso acabar magoando a outra pessoa.” Ou porque o outro é “muito bom comigo” e eu TENHO que retribuir. Ele faz com que a satisfação dos supostos interesses do outro seja mais importante que a satisfação do seu próprio interesse.

Você deve SIM se preocupar com os próprios interesses, ser o beneficiário dos seus próprios atos e viver com esse objetivo. Mas você não precisa necessariamente agir assim e deixar de zelar por aqueles que ama.

Se amar é dar valor, então somente um homem racionalmente egoísta, que valoriza a si mesmo, é capaz de valorizar alguém.

O amor e a amizade são valores profundamente pessoais e egoístas: o amor é uma expressão e asserção da autoestima, uma resposta aos valores pessoais em outra pessoa. Ganha-se uma felicidade profundamente pessoal, egoísta, pela mera existência da pessoa que se ama. É a própria felicidade pessoal e egoísta que se busca, ganha e colhe do amor. Um amor “abnegado”, “desinteressado” é uma contradição, em termos: significa que se é indiferente ao que se valoriza. A preocupação pelo bem-estar daqueles que se ama é uma parte racional dos interesses egoístas de alguém.” Ayn Rand.

O egoísta age sempre de acordo com a hierarquia das suas próprias vontades, e só assim pode ter decisões racionais.
Sendo assim, só um verdadeiro egoísta consegue praticar a auto-estima. E por que a auto-estima é valorizada e o egoísmo não? Se ela nada mais é do que a valorização que a pessoa tem de si própria?

Isso acontece porque vivemos em uma sociedade com mentalidade coletivista e não há nada pior do que a super valorização do coletivo. A lógica coletivista diz que devemos abrir mão da nossa individualidade em função de um “BEM COMUM”, “DA SOCIEDADE”, “INTERESSE PUBLICO”.

Pensem: O racismo é a forma mais baixa e mais cruelmente primitiva de coletivismo. O machismo (a idéia de que todas as mulheres são iguais — fracas, interesseiras, inferiores, objetos) é coletivista. O fascismo é coletivista. Nesses três casos não existe análise do indivíduo, só desprezo por um determinado grupo. O coletivismo ignora todas as características do individuo para encaixá-lo em um grupo e rotulá-los do que mais for conveniente.

O coletivismo sustenta que o indivíduo não tem direitos e opiniões próprias, que sua vida e trabalho pertencem ao grupo (à “sociedade”, ao Estado, à nação). Que o homem não possui significância fora de seu grupo. Isso significa abrir mão daquilo que te faz ser VOCÊ para que um grupo de pessoas passem a falar em seu nome e impor suas vontades.

O egoísta sempre se responsabiliza pelos seus feitos. Sejam eles bons ou ruins. Se ele fracassar, ele vai se responsabilizar e assumir que a culpa é inteiramente dele. Já o coletivista vai SEMPRE responsabilizar o meio em que vive e aqueles próximos a ele pelos seus fracassos.

O egoísta acredita que o homem deve viver para o seu próprio proveito. Não se sacrificando pelos outros, nem sacrificando os outros para si. “Viver para o seu próprio proveito significa que o propósito moral mais alto do ser humano é a realização da sua própria felicidade”.

Por isso eu sou egoísta.

O Primeiro amor nunca se esquece

Creio que estou vivendo meus últimos dias. Ousaria em dizer que tenho certeza que estou nos meus últimos dias. Não seria possível sobreviver a tamanha dor, ainda mais depois de lutar contra os sintomas por tanto tempo. Meu corpo não irá suportar. Estou doente, fraco, fastiado. Só de pensar nela já me dá uma gastura. E ninguém sabe me dizer exatamente onde está o problema. Ora pois, o problema está nela. Contudo, a dor é o de menos, aprendi a me acostumar. O problema é se eu sobreviver a ela, ou melhor, a falta dela. Não terei outra escolha. Ousaram diminuir minha dor, dizer que não estou doente coisa alguma. Eu então lhe pergunto, se essa dor constante, essa malemolência, essa aflição e falta de apetite, se não são sintomas de algo gravíssimo. Eu devo estar falecendo gradativamente.
“São sintomas de amor, mãe.”, eu disse.
“Pois deixe de ser besta moleque, que ninguém morre de amor aos 10 anos!”

Cena II

i
estaçao de trem
malas cheias e mentes vazias
mil corações partidos
conectados
idas e vindas singulares
compartilhadas na rede
social-media
fazendo uma média entre
destinos distintos
em meio-dia

ii
o desejo é extemporâneo
e extra terrestre
o maquinista ansiava
a jovem esperava
o rapaz partia
a dor invadia
e uma mensagem de texto dizia
– fica